Quando aumentar capacidade para máquinas virtuais

Índice:

As máquinas virtuais começam a responder com lentidão e as aplicações apresentam travamentos intermitentes.

A lentidão impacta diretamente a produtividade das equipes e a continuidade das operações críticas da empresa.

A infraestrutura de TI precisa de critérios técnicos para prever a demanda e evitar gargalos de desempenho.

Identificar o momento certo para ampliar o armazenamento é fundamental para a estabilidade do ambiente.

O armazenamento define o desempenho da VM

A decisão de expandir o armazenamento para máquinas virtuais vai além de apenas monitorar o espaço em disco disponível, pois envolve analisar a latência, o IOPS e a capacidade do storage NAS de entregar dados ao hipervisor sem criar gargalos que comprometem a agilidade de todo o ambiente virtualizado.

Um servidor NAS atua como o datastore central para o ambiente de virtualização.

Ele armazena os arquivos das máquinas virtuais e responde às solicitações de leitura e escrita do hipervisor.

Se o storage não acompanha o ritmo das VMs, todo o sistema sofre.

A performance de um servidor, um sistema de banco de dados ou uma aplicação rodando em uma VM depende diretamente da agilidade do armazenamento subjacente.

Sinais de esgotamento do datastore

O primeiro sinal de que a capacidade de armazenamento está no limite não é a falta de espaço.

Geralmente, o primeiro sintoma é o aumento da latência de disco.

O hipervisor começa a registrar tempos de resposta mais altos para operações de I/O.

Isso se reflete em lentidão generalizada nas máquinas virtuais.

Outro indicador claro é o aumento da fila de disco.

Quando o storage não consegue processar as requisições com rapidez, elas se acumulam.

O monitor de desempenho do ambiente de virtualização mostra essa fila crescendo.

Operações simples, como ligar uma VM ou criar um snapshot, demoram mais que o normal.

Os usuários também percebem o problema.

Aplicações que antes eram ágeis ficam lentas e o acesso a arquivos dentro das VMs se torna demorado.

Esses são sinais de que o datastore atingiu seu limite de performance, mesmo que ainda haja espaço livre.

Capacidade de volume versus desempenho

É fundamental diferenciar a capacidade de volume da capacidade de desempenho.

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Um datastore pode ter terabytes de espaço livre e ainda assim ser um gargalo.

A capacidade de volume se refere ao espaço em GB ou TB disponível para armazenar os dados.

A capacidade de desempenho, medida em IOPS, indica quantas operações de entrada e saída o sistema suporta por segundo.

Máquinas virtuais geram uma carga de I/O predominantemente aleatória.

Múltiplas VMs competem pelos mesmos recursos do storage NAS.

Um arranjo de discos com poucos eixos ou com discos lentos pode não fornecer os IOPS necessários para atender à demanda simultânea.

Aumentar a capacidade de volume com discos lentos não resolve o problema de desempenho.

Às vezes, a solução está em usar discos mais rápidos ou reconfigurar o arranjo RAID para otimizar a performance de leitura e escrita.

Protocolos iSCSI e NFS em virtualização

A forma como o hipervisor se conecta ao storage NAS também influencia o desempenho.

Os dois protocolos mais comuns para isso são iSCSI e NFS.

O iSCSI apresenta o armazenamento em bloco pela rede.

Para o hipervisor, o datastore iSCSI se parece com um disco local.

Esse protocolo é conhecido por seu bom desempenho em cargas de trabalho que exigem baixa latência, como bancos de dados.

Já o NFS funciona como um compartilhamento de arquivos em rede.

Sua configuração é mais simples e a gestão do datastore é flexível.

O NFS é uma excelente escolha para ambientes com muitas VMs de uso geral.

A escolha entre iSCSI e NFS depende da carga de trabalho e da infraestrutura de rede.

Uma rede de 1GbE pode se tornar um gargalo para ambos os protocolos.

Uma infraestrutura de 10GbE é recomendada para garantir que a rede não limite o desempenho do storage NAS.

Planejamento da expansão do storage NAS

Quando os sinais de esgotamento aparecem, a equipe de TI precisa agir de forma planejada.

Existem diferentes maneiras de aumentar a capacidade do ambiente.

A primeira opção é adicionar mais discos ao storage NAS existente.

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Se o equipamento suportar, a adição de novos discos a um arranjo RAID pode aumentar tanto o volume quanto o desempenho.

É preciso verificar a compatibilidade dos discos e o impacto da reconstrução do RAID.

Outra alternativa é adicionar uma unidade de expansão.

Essa abordagem aumenta significativamente a capacidade de volume, mas é preciso avaliar se a conexão entre o NAS e a unidade de expansão não se tornará um novo gargalo.

Em alguns casos, o próprio controlador do servidor NAS é o fator limitante.

Nessa situação, a melhor solução é migrar as máquinas virtuais para um novo storage NAS mais potente.

Ferramentas de migração do hipervisor, como o Storage vMotion, executam esse processo sem downtime.

O impacto do backup no ambiente virtual

As rotinas de backup também consomem recursos do storage.

Um processo de backup mal planejado pode sobrecarregar o datastore e impactar o desempenho das máquinas virtuais em produção.

A janela de backup deve ser definida para horários de baixa utilização.

Durante a cópia, a carga de leitura no storage aumenta consideravelmente.

Se o backup ocorrer durante o horário de expediente, os usuários sentirão a lentidão.

Muitos sistemas de backup para ambientes virtuais usam snapshots do hipervisor.

A criação e a consolidação desses snapshots geram uma carga de I/O adicional no datastore.

Um storage NAS com recursos próprios de snapshot pode otimizar esse processo.

Ele reduz a carga sobre o hipervisor e acelera a rotina de backup.

Portanto, ao planejar a capacidade de armazenamento, a carga gerada pelo backup corporativo precisa ser considerada.

A infraestrutura pede análise técnica

Aumentar a capacidade de armazenamento para máquinas virtuais é uma decisão técnica que exige análise.

Monitorar apenas o espaço livre é insuficiente e leva a investimentos reativos.

É preciso acompanhar a latência, o IOPS e a fila de disco para agir antes que o desempenho comprometa a operação.

Adiar a expansão ou escolher uma solução inadequada pode resultar em downtime e perda de produtividade.

O planejamento proativo, baseado em métricas de desempenho, garante a estabilidade e a escalabilidade do ambiente de virtualização.

Se sua infraestrutura de virtualização apresenta sinais de lentidão, uma análise especializada pode identificar a origem do problema. A equipe do Servidor NAS e os especialistas do Grupo Data Storage estão à disposição para avaliar seu ambiente e orientar sobre a melhor estratégia de armazenamento.

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Rafael Almeida

Rafael Almeida

Especialista em Armazenamento de Dados
"Com mais de 15 anos de experiência em infraestrutura de TI, Rafael possui uma trajetória profissional que o levou a explorar a fundo o universo dos Servidores NAS, entendendo suas complexidades e o impacto real que podem ter na organização e proteção de informações. Acredita que o conhecimento técnico, quando bem comunicado, é a chave para que empresas e profissionais tomem as melhores decisões."

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