Onde aplicar RAID em uma estrutura de armazenamento

Índice:

A falha de um único disco rígido pode paralisar o acesso aos dados da empresa.

Essa interrupção inesperada gera downtime e afeta diretamente a produtividade das equipes.

A continuidade do negócio exige uma camada de proteção no nível do hardware de armazenamento.

Entender como os arranjos de discos funcionam é vital para garantir a disponibilidade dos dados.

RAID como base da disponibilidade do armazenamento

O RAID, ou Conjunto Redundante de Discos Independentes, é uma tecnologia que combina múltiplos discos físicos em uma única unidade lógica para proteger os dados contra a falha de um disco individual, mantendo o volume de armazenamento ativo e acessível durante a substituição do componente defeituoso e assegurando a continuidade operacional em servidores e storages NAS.

Essa técnica cria uma camada de abstração sobre os discos físicos.

O sistema operacional ou o hipervisor enxerga apenas um volume lógico. A complexidade da distribuição e proteção dos dados fica a cargo da controladora RAID.

O objetivo principal do RAID é manter a disponibilidade do armazenamento.

Se um disco falhar em um arranjo redundante, o sistema continua funcionando com os discos restantes. Isso permite que a equipe de TI substitua o disco defeituoso sem interromper o acesso dos usuários.

Níveis de RAID e suas aplicações práticas

Existem diferentes níveis de RAID, cada um com um balanço específico entre desempenho, capacidade e proteção.

O RAID 1, conhecido como espelhamento, duplica os dados em dois discos. Ele oferece boa velocidade de leitura e alta redundância, mas utiliza apenas 50% da capacidade total dos discos.

É uma escolha comum para sistemas operacionais ou bancos de dados pequenos.

O RAID 5 distribui os dados e uma informação de paridade entre três ou mais discos. Ele oferece um bom equilíbrio entre capacidade útil e proteção contra a falha de um disco.

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Sua aplicação é frequente em servidores de arquivos e armazenamento de uso geral.

Já o RAID 6 é semelhante ao RAID 5, mas utiliza dupla paridade. Isso permite que o arranjo sobreviva à falha simultânea de até dois discos.

É recomendado para volumes grandes ou para dados críticos, onde o tempo de reconstrução do arranjo é maior e o risco de uma segunda falha aumenta.

O RAID 10 combina espelhamento e distribuição. Ele oferece o melhor desempenho de leitura e escrita, especialmente para operações aleatórias.

Por essa razão, é a escolha preferencial para ambientes de virtualização e bancos de dados com alta carga de transações.

RAID em servidores de arquivos e NAS

Em um servidor de arquivos ou storage NAS, o RAID é um componente fundamental.

A escolha do nível de RAID impacta diretamente a segurança e o desempenho do compartilhamento de arquivos em rede.

Para pequenas e médias empresas, um arranjo RAID 5 ou RAID 6 em um servidor NAS centraliza os dados com segurança.

Ele protege o acesso contínuo às pastas compartilhadas contra a falha de um disco. A operação da equipe não para.

Em ambientes com muitos usuários acessando arquivos simultaneamente, a performance de escrita do RAID 5 pode se tornar um gargalo.

Nesses cenários, o RAID 6 ou o RAID 10 oferecem mais consistência de desempenho e maior proteção para o armazenamento em rede.

Armazenamento para virtualização com iSCSI e NFS

Ambientes de virtualização demandam muito do sistema de armazenamento.

Múltiplas máquinas virtuais competem por recursos de leitura e escrita, gerando uma carga de trabalho predominantemente aleatória.

Para datastores que hospedam máquinas virtuais, o RAID 10 é a configuração mais indicada. Sua estrutura de espelhamento e distribuição lida bem com o alto volume de IOPS gerado pelos hipervisores.

O uso de RAID 5 em ambientes de virtualização é desaconselhado. A penalidade de escrita da paridade degrada o desempenho das VMs e pode causar latência excessiva.

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Um storage NAS configurado com RAID 10 e conectado aos servidores via iSCSI ou NFS fornece um armazenamento centralizado, resiliente e com desempenho adequado para a infraestrutura virtual.

RAID não substitui uma política de backup

É fundamental entender que RAID não é backup.

O RAID protege exclusivamente contra a falha física de um ou mais discos rígidos. Ele não oferece proteção contra outros tipos de perda de dados.

A exclusão acidental de um arquivo, por exemplo, é replicada instantaneamente em todos os discos do arranjo. O RAID não impede esse tipo de erro humano.

Da mesma forma, um ataque de ransomware que criptografa os arquivos em um volume de rede afetará um arranjo RAID da mesma maneira que afetaria um disco único.

A proteção de dados completa exige uma estratégia de backup corporativo. Isso inclui cópias locais, cópias externas e versionamento para permitir a recuperação de dados após incidentes de segurança, falhas de software ou erros operacionais.

Limites e pontos de atenção na implementação

A implementação de RAID exige atenção a alguns detalhes técnicos.

O processo de reconstrução de um arranjo, ou rebuild, é um ponto crítico. Após a substituição de um disco defeituoso, o sistema precisa recalcular e reescrever os dados no novo disco.

Esse processo é intensivo e coloca os discos restantes sob estresse. Em arranjos grandes com discos de alta capacidade, a reconstrução pode levar horas ou até dias.

Durante o rebuild, o desempenho do volume fica degradado. Além disso, o risco de uma segunda falha de disco aumenta consideravelmente, especialmente em arranjos RAID 5.

É essencial utilizar discos projetados para operação contínua em servidores NAS ou ambientes corporativos. Discos de desktop não são fabricados para suportar a vibração e a carga de trabalho de um arranjo RAID.

O uso de um disco hot-spare, ou sobressalente, pode acelerar o início da reconstrução e reduzir a janela de vulnerabilidade do volume.

A infraestrutura de dados pede planejamento

A escolha de um nível de RAID é uma decisão técnica que equilibra custo, desempenho e o nível de proteção contra falha de hardware.

Essa camada de proteção é apenas o primeiro passo para garantir a integridade e a disponibilidade dos dados corporativos. Ela deve ser parte de uma estratégia maior.

Para desenhar uma arquitetura de armazenamento alinhada às suas necessidades operacionais, consulte os especialistas do Servidor NAS. A equipe do Grupo Data Storage pode ajudar a avaliar as melhores práticas para sua infraestrutura.

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Rafael Almeida

Rafael Almeida

Especialista em Armazenamento de Dados
"Com mais de 15 anos de experiência em infraestrutura de TI, Rafael possui uma trajetória profissional que o levou a explorar a fundo o universo dos Servidores NAS, entendendo suas complexidades e o impacto real que podem ter na organização e proteção de informações. Acredita que o conhecimento técnico, quando bem comunicado, é a chave para que empresas e profissionais tomem as melhores decisões."

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