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Máquinas virtuais que atendem a serviços internos começam a travar sem motivo aparente.
Aplicações críticas de negócio, como sistemas ERP e bancos de dados, ficam lentas e instáveis.
Essa condição revela a falta de um armazenamento de dados projetado para o ambiente de virtualização.
A performance do datastore é o fator que determina a saúde de toda a infraestrutura virtualizada.
O datastore como fundação da virtualização
O datastore é a camada de armazenamento onde os arquivos das máquinas virtuais (VMs) são guardados, e sua performance define diretamente a agilidade e a estabilidade de todos os serviços que rodam sobre o hipervisor, desde sistemas de gestão até servidores de arquivos e bancos de dados críticos para a operação.
Ele funciona como um repositório lógico centralizado. O hipervisor utiliza esse espaço para criar, armazenar e gerenciar os discos virtuais (VMDKs, VHDXs) e arquivos de configuração das VMs.
Quando a infraestrutura de armazenamento falha em entregar dados com rapidez, todo o ambiente virtualizado sofre.
Um datastore lento não é apenas um problema de velocidade. Ele se torna um ponto único de falha de desempenho que afeta múltiplos serviços simultaneamente.
Por isso, a escolha do storage que servirá como datastore é uma decisão de arquitetura fundamental.
Impacto direto no desempenho das VMs
Um datastore com baixa performance causa degradação direta nos serviços hospedados nas máquinas virtuais.
Operações simples como a inicialização de uma VM podem demorar muito mais que o esperado. Esse fenômeno é conhecido como "boot storm" em ambientes com muitas máquinas ligando ao mesmo tempo.
Aplicações que dependem de acesso constante ao disco, como bancos de dados, apresentam latência elevada. Consultas demoram para retornar e transações travam no meio do processo.
A experiência do usuário final é diretamente afetada. Sistemas de CRM, servidores de arquivos e outras ferramentas internas ficam com resposta lenta e intermitente.
Em casos extremos, a alta latência de armazenamento pode levar ao "congelamento" temporário de uma máquina virtual. O sistema operacional da VM para de responder enquanto aguarda o retorno de uma operação de leitura ou escrita no disco.
Protocolos de acesso e seus gargalos
Ambientes de virtualização utilizam principalmente os protocolos iSCSI e NFS para conectar o hipervisor ao armazenamento em rede.
O iSCSI opera em nível de bloco e apresenta o armazenamento ao hipervisor como se fosse um disco local. Ele é sensível à latência da rede e do storage.
Já o NFS opera em nível de arquivo. Ele simplifica o gerenciamento por compartilhar um diretório que pode ser acessado por múltiplos hosts simultaneamente.
Ambos os protocolos dependem de uma rede bem configurada. Uma rede de 1GbE, por exemplo, rapidamente se torna um gargalo em ambientes com múltiplas VMs ativas.
No entanto, mesmo com uma rede rápida de 10GbE, o desempenho final depende da capacidade do storage de processar as requisições.
Um servidor NAS subdimensionado ou um servidor de arquivos improvisado não consegue lidar com o volume de operações de I/O, independentemente do protocolo utilizado.
A concorrência por IOPS e latência
IOPS (operações de entrada e saída por segundo) e latência são as métricas que realmente definem a performance de um datastore.
IOPS mede quantas operações de leitura e escrita um sistema de armazenamento consegue executar por segundo. A latência mede o tempo que cada uma dessas operações leva para ser concluída.
Em um ambiente virtualizado, dezenas de VMs competem pelos mesmos recursos de IOPS do datastore. Cada VM executa seu próprio sistema operacional e aplicações.
Um datastore lento possui poucos IOPS disponíveis ou alta latência. Isso cria uma fila de requisições que atrasa todas as máquinas virtuais.
A performance se degrada rapidamente sob carga. Um storage que funciona bem com cinco VMs pode falhar completamente ao atender vinte VMs com picos de uso simultâneo.
Um storage NAS projetado para virtualização utiliza múltiplos discos em arranjos RAID e mecanismos de cache para entregar mais IOPS com menor latência.
Backup e snapshots em um datastore lento
A lentidão do datastore não afeta apenas a operação diária. Ela também compromete a proteção de dados.
Processos de backup de máquinas virtuais exigem leitura intensiva dos discos virtuais. Em um storage lento, a janela de backup estoura com facilidade.
A criação de snapshots, um recurso essencial para manutenções e backups, também sofre. O processo pode "atordoar" a máquina virtual por vários segundos ou até minutos.
Durante esse período de atordoamento, a VM fica congelada. Isso causa interrupção nos serviços que ela hospeda.
A consolidação de snapshots, que é a mesclagem dos dados do snapshot de volta ao disco base, também é uma operação de I/O intensiva. Em um datastore lento, esse processo pode demorar horas e degradar a performance de todo o ambiente.
A recuperação de dados a partir de um backup ou snapshot também se torna um processo demorado e arriscado.
Como um storage NAS dedicado resolve o problema
Utilizar um storage NAS dedicado como datastore é a abordagem correta para garantir a performance da virtualização.
Esses equipamentos são projetados especificamente para cargas de trabalho de I/O misto e aleatório. Eles são comuns em ambientes de virtualização.
Um servidor NAS corporativo possui processadores, memória e controladoras de disco capazes de sustentar um alto volume de IOPS com baixa latência.
A configuração de discos em arranjos RAID otimizados para performance, como RAID 10, distribui a carga de trabalho e protege contra falhas de disco sem grande penalidade de escrita.
Muitos modelos de storage NAS também contam com cache SSD. O cache acelera as operações de leitura e escrita mais frequentes e melhora a resposta geral do sistema.
A escolha de um storage NAS certificado pelo fabricante do hipervisor garante compatibilidade e suporte técnico para a integração entre as soluções.
A infraestrutura pede planejamento
Ignorar a performance do datastore é construir uma infraestrutura de virtualização sobre uma base instável. Os problemas de lentidão são inevitáveis e crescem com o tempo.
A solução não está em adicionar mais memória ou CPU aos hosts, mas em tratar a causa raiz do gargalo no armazenamento. Um storage NAS adequado para virtualização centraliza os dados e garante o desempenho necessário para a operação contínua dos serviços internos.
Se sua empresa enfrenta problemas de lentidão com máquinas virtuais, talvez seja o momento de avaliar sua infraestrutura de armazenamento. A equipe de especialistas do Grupo Data Storage pode ajudar a identificar os gargalos e a projetar uma solução de datastore adequada para sua demanda.
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