Onde salvar VMs em pequenos ambientes

Índice:

Empresas virtualizam servidores, mas salvam as máquinas virtuais nos discos locais do próprio host.

Essa prática cria um perigoso ponto único de falha e transforma qualquer problema no hardware em um downtime generalizado.

A operação exige uma estrutura de armazenamento externa para isolar as VMs do servidor físico que as executa.

Escolher o repositório correto para esses arquivos é uma decisão fundamental para a continuidade do negócio.

O NAS como datastore centralizado

Um storage NAS dedicado funciona como um datastore externo para hospedar máquinas virtuais, centralizando o armazenamento fora do servidor host e utilizando protocolos como iSCSI ou NFS para garantir acesso estável, proteção com RAID e snapshots, e simplificar o backup e a recuperação de todo o ambiente virtualizado.

Em pequenos ambientes de virtualização, é comum que os servidores físicos, ou hosts, armazenem as máquinas virtuais (VMs) em seus próprios discos internos. Essa abordagem é simples de implementar. Contudo, ela compromete a resiliência de toda a infraestrutura.

Quando o servidor host falha, todas as VMs armazenadas nele ficam indisponíveis. A recuperação depende do conserto do hardware, um processo que pode levar horas ou dias. O uso de um servidor NAS como datastore central resolve esse problema.

Ele separa o armazenamento da computação. As VMs residem no storage em rede, enquanto os hosts apenas executam o processamento. Se um servidor físico apresentar defeito, outro pode assumir a carga de trabalho e acessar as mesmas VMs no NAS, o que reduz drasticamente o tempo de parada.

Protocolos de acesso iSCSI e NFS

A comunicação entre o servidor host e o storage NAS ocorre por meio de protocolos de rede específicos. Os mais comuns em ambientes de virtualização são o iSCSI e o NFS. A escolha entre eles impacta o gerenciamento e o desempenho.

Ficou com dúvida? Fale agora com um especialista no WhatsApp!
Chamar agora

O iSCSI é um protocolo de armazenamento em nível de bloco. Ele encapsula comandos SCSI em pacotes de rede TCP/IP. Para o hipervisor, o armazenamento iSCSI aparece como um disco local, embora esteja fisicamente no NAS. Isso oferece alta compatibilidade com sistemas que esperam acesso direto ao disco.

Já o NFS é um protocolo de compartilhamento de arquivos. Com ele, o NAS apresenta um diretório de rede ao host, e o hipervisor salva os arquivos das VMs nesse local. O gerenciamento é mais simples. A criação de um novo datastore é tão fácil quanto montar uma nova pasta de rede.

A decisão entre iSCSI e NFS depende do ambiente. O iSCSI geralmente entrega um desempenho ligeiramente superior em operações de I/O intensivas. O NFS, por sua vez, simplifica a administração, especialmente quando múltiplos hosts precisam acessar o mesmo datastore simultaneamente.

Ambos os protocolos funcionam bem sobre redes Ethernet padrão. Uma infraestrutura de rede de 10GbE é recomendada para evitar gargalos de comunicação entre os hosts e o storage NAS.

Desempenho e concorrência de I/O

Centralizar VMs em um servidor NAS melhora a organização, mas também concentra a demanda por leitura e escrita. Todas as máquinas virtuais competem pelos mesmos recursos de disco e rede do storage. O desempenho do ambiente depende diretamente da capacidade do NAS de lidar com essa carga.

A concorrência de I/O (entrada e saída) é um fator crítico. Imagine um servidor de banco de dados, um servidor de arquivos e um servidor de aplicação rodando como VMs no mesmo datastore. Cada um gera um padrão de acesso diferente e simultâneo.

O tipo de disco utilizado no servidor NAS tem grande impacto. Discos rígidos (HDDs) são adequados para cargas de trabalho com leitura e escrita sequenciais. Já os SSDs são superiores para operações aleatórias, típicas de ambientes com múltiplas VMs ativas.

A configuração do RAID também influencia o desempenho. Arranjos como RAID 10 oferecem um bom equilíbrio entre performance e proteção para cargas de trabalho de virtualização. Outras configurações podem priorizar capacidade ou velocidade de leitura, conforme a necessidade.

Uma rede subdimensionada anula os benefícios de um storage rápido. Em ambientes com mais de duas ou três VMs, uma rede de 1GbE pode se tornar um gargalo. A migração para 10GbE garante que a comunicação entre os hosts e o NAS seja fluida e não limite o desempenho dos discos.

Proteção de dados para máquinas virtuais

Além de centralizar o acesso, um storage NAS adiciona camadas importantes de proteção de dados para o ambiente virtualizado. Recursos como RAID e snapshots são essenciais para manter a operação contínua e facilitar a recuperação após incidentes.

O RAID protege o volume de armazenamento contra a falha de um ou mais discos. Se um disco falhar, o sistema continua operando com os discos restantes. Isso mantém as máquinas virtuais ativas enquanto o disco defeituoso é substituído.

Ficou com dúvida? Fale agora com um especialista no WhatsApp!
Chamar agora

É fundamental entender que RAID não é backup. Ele protege contra falhas de hardware, mas não contra erros humanos, exclusão acidental de arquivos, corrupção de dados ou ataques de ransomware. Uma cópia de segurança externa continua sendo indispensável.

Os snapshots são outra ferramenta poderosa. Eles criam imagens do estado de uma VM ou de um volume em um ponto específico no tempo. Se uma atualização de software corromper uma máquina virtual, é possível revertê-la para um estado anterior em minutos.

Essa capacidade de recuperação rápida reduz o impacto de falhas lógicas. No entanto, snapshots também não substituem uma política de backup. Eles são uma camada de proteção de curto prazo e residem no mesmo equipamento, o que os torna vulneráveis a falhas no próprio storage.

Backup e recuperação do ambiente virtual

Com as VMs centralizadas em um storage NAS, o processo de backup se torna mais organizado e eficiente. Em vez de gerenciar agentes de backup em cada máquina virtual, é possível realizar a cópia de segurança diretamente no nível do datastore.

Softwares de backup modernos se integram aos hipervisores e ao storage. Eles conseguem fazer o backup de máquinas virtuais inteiras sem a necessidade de interromper os serviços. Isso permite que as cópias sejam feitas durante o horário de expediente com impacto mínimo na operação.

A estratégia de backup 3-2-1 continua sendo uma referência. Ela recomenda manter três cópias dos dados, em duas mídias diferentes, com uma cópia armazenada fora do local principal. O NAS serve como repositório primário e pode replicar os backups para outro NAS em um local externo ou para um serviço de nuvem.

A recuperação também é simplificada. Restaurar uma VM inteira a partir de um backup centralizado é um processo mais direto do que reconstruir um servidor a partir de arquivos e configurações dispersas. Isso diminui o tempo de recuperação (RTO) e o ponto de recuperação (RPO).

Testar os backups é uma etapa frequentemente negligenciada. Um bom servidor NAS, combinado com um software de backup adequado, facilita a automação de testes de recuperação. Isso garante que as cópias de segurança estejam realmente funcionais quando forem necessárias.

A infraestrutura pede planejamento

A decisão de onde salvar máquinas virtuais em pequenos ambientes transcende a simples escolha de um disco. Ela define a resiliência, a capacidade de recuperação e a escalabilidade de toda a infraestrutura de TI.

Utilizar um servidor NAS como datastore central é uma prática técnica sólida. Ela mitiga os riscos associados ao armazenamento local no host e estabelece uma base organizada para o crescimento futuro.

Se sua empresa está avaliando a melhor forma de estruturar seu ambiente de virtualização, converse com especialistas. A equipe do Servidor NAS e do Grupo Data Storage pode analisar sua necessidade e orientar na escolha da solução de armazenamento mais adequada para sua operação.

Não perca mais tempo: fale AGORA com um especialista!

Tire suas dúvidas sobre virtualização em minutos e descubra como podemos ajudar você ainda hoje. Atendimento rápido e direto pelo WhatsApp.

QUERO FALAR NO WHATSAPP
✓ Resposta rápida  ·  ✓ Sem compromisso  ·  ✓ Atendimento humano
Rafael Almeida

Rafael Almeida

Especialista em Armazenamento de Dados
"Com mais de 15 anos de experiência em infraestrutura de TI, Rafael possui uma trajetória profissional que o levou a explorar a fundo o universo dos Servidores NAS, entendendo suas complexidades e o impacto real que podem ter na organização e proteção de informações. Acredita que o conhecimento técnico, quando bem comunicado, é a chave para que empresas e profissionais tomem as melhores decisões."

Resuma esse artigo com Inteligência Artificial

Clique em uma das opções abaixo para gerar um resumo automático deste conteúdo:


Leia mais sobre: Virtualização

Conteúdos sobre virtualização em servidores NAS, armazenamento para máquinas virtuais, uso de iSCSI, backup de VMs e recursos que ajudam empresas a integrar o NAS em ambientes virtualizados.

Fale conosco

Estamos prontos para atender as suas necessidades.

Telefone

Ligue agora mesmo.

(11) 2615-2998

E-mail

Entre em contato conosco.

[email protected]

WhatsApp

(11) 2615-2998

Iniciar conversa