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Arquivos espalhados em computadores, nuvens públicas e HDs externos criam desorganização.
Essa fragmentação dificulta o acesso, o backup e a segurança dos dados corporativos.
A empresa precisa de um ponto central para consolidar e gerenciar suas informações.
Avaliar um servidor de armazenamento vai além de apenas escolher a capacidade em terabytes.
Armazenamento como pilar da infraestrutura
Um servidor de armazenamento centraliza os dados da empresa e estrutura o acesso, a proteção e o compartilhamento de informações, funcionando como uma base essencial para a continuidade das operações, a segurança contra perda de dados e a organização de arquivos entre equipes, servidores e máquinas virtuais.
A escolha de um storage NAS não é apenas a compra de um equipamento.
É uma decisão de infraestrutura que afeta diretamente a produtividade, a segurança e a capacidade de recuperação da empresa após um incidente.
Um sistema bem dimensionado organiza o fluxo de trabalho.
Ele estabelece um repositório único para todos os dados, o que simplifica a execução de backups e a aplicação de políticas de segurança.
Sem essa centralização, a equipe de TI perde o controle sobre onde as informações estão guardadas e quem pode acessá-las.
Capacidade de armazenamento e escalabilidade
A primeira avaliação técnica costuma ser a capacidade de armazenamento.
É fundamental diferenciar a capacidade bruta da capacidade líquida, pois a configuração de RAID consome parte do espaço para proteção.
Um arranjo de discos em RAID 5 ou RAID 6, por exemplo, utiliza o equivalente a um ou dois discos para paridade.
Isso mantém o volume de dados ativo mesmo sob falha de um ou mais HDs, mas reduz o espaço total disponível para uso.
Além da capacidade inicial, a escalabilidade é um critério decisivo.
O volume de dados sempre cresce.
Um servidor de armazenamento precisa acompanhar essa expansão de forma previsível e sem interromper a operação.
Verifique se o modelo suporta unidades de expansão, que são gabinetes adicionais para conectar mais discos e aumentar o volume de forma controlada.
Desempenho para as aplicações certas
O desempenho de um servidor de armazenamento deve ser compatível com a demanda da rede e das aplicações.
Um storage NAS para compartilhamento de arquivos em um escritório pequeno tem requisitos diferentes de um que serve como datastore para máquinas virtuais.
A conectividade de rede é o primeiro ponto de análise.
Interfaces de 1GbE são comuns, mas podem se tornar um gargalo em ambientes com muitos usuários simultâneos ou com tráfego intenso de backup.
Redes 10GbE oferecem um desempenho muito superior e são recomendadas para virtualização, edição de vídeo em rede e outras cargas de trabalho exigentes.
O tipo de disco também impacta diretamente a performance.
HDDs (discos rígidos) oferecem grande capacidade a um custo menor, ideais para servidor de arquivos e backup.
SSDs (unidades de estado sólido) entregam latência muito baixa e alto IOPS, essenciais para bancos de dados e máquinas virtuais.
Muitos sistemas permitem o uso de SSDs como cache para acelerar operações de leitura e gravação em volumes de HDDs.
Protocolos de acesso e conectividade
Um servidor de armazenamento se conecta à rede e disponibiliza seus volumes por meio de protocolos específicos.
A escolha do protocolo depende do tipo de aplicação que irá acessar os dados.
O protocolo SMB (Server Message Block) é o padrão para compartilhamento de arquivos em redes com sistemas Windows.
Ele permite que os usuários acessem pastas de rede como se fossem unidades locais.
O NFS (Network File System) cumpre uma função semelhante, mas é mais utilizado em ambientes Linux, Unix e em plataformas de virtualização como o VMware.
Já o protocolo iSCSI opera em nível de bloco, não de arquivo.
Ele apresenta um volume de armazenamento para um servidor como se fosse um disco local conectado diretamente.
Essa característica o torna ideal para criar datastores para hipervisores, onde as máquinas virtuais são armazenadas.
Um bom servidor NAS corporativo suporta múltiplos protocolos ao mesmo tempo para atender a diferentes necessidades da infraestrutura.
Proteção de dados contra falhas e ataques
Um storage NAS concentra as informações da empresa, então sua proteção é uma prioridade absoluta.
A primeira camada de proteção é o RAID, que protege o volume contra a falha física de um ou mais discos.
É importante reforçar que RAID não é backup.
Ele garante a continuidade do acesso, mas não protege contra exclusão acidental, corrupção de arquivos ou ataques de ransomware.
A segunda camada de proteção são os snapshots.
Eles são registros instantâneos do estado dos dados em um determinado momento.
Em caso de um ataque de ransomware que criptografa os arquivos, os snapshots permitem restaurar as pastas para um estado anterior ao ataque em poucos minutos.
Apesar de sua utilidade, snapshots não substituem uma política de backup completa.
A camada final é o backup externo.
Um servidor NAS deve ter um software de backup integrado para automatizar a cópia dos dados para outro local, como um segundo NAS, um servidor externo ou um serviço de nuvem.
Essa cópia externa é a garantia de recuperação em caso de desastre local.
Controle de acesso e governança
Centralizar os dados em um servidor de armazenamento resolve o problema da desorganização.
No entanto, também cria a necessidade de um controle de acesso rigoroso para garantir que cada usuário acesse apenas as informações pertinentes à sua função.
Um sistema de armazenamento corporativo deve oferecer um sistema de permissões granulado.
O administrador de TI precisa conseguir definir quem pode ler, gravar, modificar ou excluir arquivos em cada pasta compartilhada.
Essa organização evita que um usuário acesse a pasta do departamento financeiro ou que um estagiário apague um projeto importante por engano.
Para empresas com uma estrutura de usuários já estabelecida, a integração com serviços de diretório como o Microsoft Active Directory ou LDAP é fundamental.
Essa integração importa as contas de usuário e grupos já existentes e simplifica a gestão das permissões de acesso.
A auditoria é outro recurso essencial para a governança.
O sistema deve registrar todas as atividades de acesso, como login, abertura, criação, exclusão e modificação de arquivos.
Esses logs de auditoria são vitais para rastrear acessos indevidos e entender a causa de um incidente de segurança.
A escolha define a operação futura
A escolha de um servidor de armazenamento é uma decisão técnica de longo prazo.
Ela impacta diretamente a segurança dos dados, a produtividade das equipes e a carga de trabalho do time de TI.
Uma análise superficial, focada apenas em preço ou capacidade bruta, frequentemente resulta em uma infraestrutura inadequada.
Isso pode gerar gargalos de desempenho, brechas de segurança ou dificuldades de recuperação que só aparecem quando a operação já depende do equipamento.
Se sua empresa precisa de orientação para definir a melhor estrutura de armazenamento, converse com os especialistas do Grupo Data Storage.
Nossa equipe pode ajudar a analisar suas necessidades e a encontrar a solução adequada para sua operação.
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