Onde aplicar cópias externas com mais segurança

Índice:

Manter cópias de segurança apenas no ambiente local cria uma falsa sensação de proteção.

Um único incidente grave, como um incêndio ou roubo, pode destruir os dados originais e os backups simultaneamente.

Por isso, uma política de proteção de dados madura exige que uma cópia seja mantida em local geograficamente distinto.

Definir o destino e o método para essa cópia externa é um passo fundamental para garantir a recuperação após um desastre.

A cópia externa na política de backup

A cópia de segurança externa, ou off-site, é um componente essencial da regra 3-2-1 de backup e serve como a última linha de defesa contra desastres locais, como incêndios, inundações ou ataques de ransomware que comprometem toda a infraestrutura primária, para garantir a continuidade das operações com a recuperação dos dados.

Essa estratégia parte de um princípio simples. Nenhum ambiente físico está totalmente imune a falhas catastróficas.

Se todos os seus dados e cópias de segurança residem no mesmo escritório, eles compartilham os mesmos riscos.

O backup local é excelente para recuperações rápidas. Ele resolve problemas como a exclusão acidental de um arquivo ou a corrupção de uma pasta.

Contudo, sua utilidade desaparece diante de um evento que afeta todo o local de trabalho.

A cópia externa quebra essa dependência geográfica e protege a informação contra a perda total.

Nuvem pública versus nuvem privada

A escolha do destino para a cópia externa geralmente se resume a duas abordagens principais.

A primeira é a nuvem pública, com serviços de armazenamento de objetos oferecidos por grandes provedores.

Essa opção oferece alta escalabilidade e um modelo de pagamento conforme o uso. A empresa não precisa investir em hardware.

No entanto, os custos podem se tornar imprevisíveis com o crescimento do volume de dados ou com a necessidade de restaurações frequentes.

A segunda abordagem é a nuvem privada, implementada com um servidor NAS em outra localidade.

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Essa estrutura oferece controle total sobre os dados, segurança e custos. Após o investimento inicial no equipamento, não há taxas mensais pelo armazenamento.

A empresa gerencia sua própria infraestrutura de backup externo e define suas próprias regras.

Servidor NAS em outra localidade

Utilizar um segundo storage NAS como destino de backup externo é uma prática comum e segura.

Este equipamento pode ser instalado em uma filial, no datacenter de um parceiro ou até mesmo em um local seguro fora do ambiente corporativo.

A comunicação entre o NAS principal e o de backup é estabelecida pela internet.

A maioria dos sistemas operacionais de servidores NAS modernos inclui ferramentas nativas para replicação de dados.

Essas aplicações automatizam o envio de backups completos, backups incrementais ou snapshots para o dispositivo remoto.

A configuração exige uma conexão de rede estável entre os dois pontos. A velocidade do link de internet impacta diretamente a janela de backup.

Criptografia e segurança no transporte dos dados

Enviar dados corporativos pela internet exige camadas robustas de segurança.

A simples transferência de arquivos não é suficiente. É fundamental garantir que as informações estejam protegidas contra interceptação e acesso não autorizado.

A primeira camada de proteção é a criptografia em trânsito.

O uso de uma conexão VPN (Virtual Private Network) cria um túnel seguro entre o servidor de origem e o destino. Todo o tráfego que passa por ele é criptografado.

Além disso, os dados devem ser criptografados na origem, antes mesmo de serem transmitidos.

A criptografia na origem garante que, mesmo se alguém interceptar os dados, não conseguirá lê-los sem a chave de decriptografia.

Essa mesma proteção se aplica aos dados em repouso. O volume de armazenamento no destino também deve ser criptografado para proteger as cópias contra acesso físico indevido.

Automação e verificação das rotinas externas

Processos manuais de backup são frágeis e suscetíveis a erro humano.

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A eficácia de uma cópia externa depende da sua consistência e confiabilidade. Por isso, a automação é um requisito indispensável.

As tarefas de backup devem ser agendadas para rodar automaticamente, sem necessidade de intervenção diária.

Os sistemas de backup devem gerar relatórios e enviar notificações sobre o status de cada tarefa. Isso permite que a equipe de TI identifique e corrija falhas rapidamente.

Um backup só é útil se puder ser restaurado.

É crucial realizar testes de recuperação periódicos. Esses testes validam a integridade das cópias externas e garantem que os dados estão realmente disponíveis para um eventual restauro.

A verificação confirma que o plano de recuperação funciona na prática.

Retenção e versionamento das cópias remotas

A política de backup externo não se limita a manter uma única cópia atualizada.

É necessário definir regras de retenção e versionamento para proteger a empresa contra diferentes tipos de incidentes de perda de dados.

A retenção determina por quanto tempo as cópias de segurança são mantidas.

Essa política pode variar conforme o tipo de dado e requisitos de conformidade. Alguns dados precisam ser guardados por anos, enquanto outros podem ser descartados após alguns meses.

O versionamento, por sua vez, salva múltiplas versões de um mesmo arquivo ou sistema.

Isso é vital para a recuperação de ataques de ransomware ou corrupção de dados silenciosa. Um ataque pode passar despercebido por dias.

Com o versionamento, é possível restaurar os dados para um ponto no tempo anterior à infecção. A gestão de versões e retenção impacta diretamente o espaço de armazenamento necessário no destino.

O planejamento define a recuperação

Implementar uma estratégia de cópia externa é mais do que transferir arquivos para outro lugar.

O processo envolve planejamento cuidadoso sobre a localização, a segurança no transporte, a automação das rotinas e a verificação da integridade dos dados.

A decisão entre nuvem pública, um segundo servidor NAS ou outra modalidade depende de fatores como volume de dados, orçamento, tempo de recuperação esperado e conformidade regulatória.

Se sua empresa precisa de ajuda para desenhar uma política de backup externo segura e eficiente, converse com os especialistas do Grupo Data Storage. Nossa equipe pode avaliar sua infraestrutura e orientar a escolha da solução mais adequada para proteger seus dados.

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Rafael Almeida

Rafael Almeida

Especialista em Armazenamento de Dados
"Com mais de 15 anos de experiência em infraestrutura de TI, Rafael possui uma trajetória profissional que o levou a explorar a fundo o universo dos Servidores NAS, entendendo suas complexidades e o impacto real que podem ter na organização e proteção de informações. Acredita que o conhecimento técnico, quando bem comunicado, é a chave para que empresas e profissionais tomem as melhores decisões."

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