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A falha de um servidor de armazenamento central paralisa a operação da empresa.
Essa interrupção repentina causa perdas financeiras e afeta a produtividade das equipes.
A infraestrutura de TI precisa de mecanismos para manter os dados acessíveis mesmo sob falha.
A replicação de dados entre sistemas é uma estratégia para reduzir o tempo de parada.
Replicação como camada de proteção
A replicação de dados cria e mantém uma cópia exata do volume de armazenamento principal em um segundo equipamento, que pode ser local ou remoto, para assumir a operação rapidamente após uma falha no sistema primário e garantir a continuidade dos serviços com mínima interrupção para os usuários e as aplicações.
Essa técnica funciona como um espelho ativo do storage principal.
Toda alteração feita no equipamento de origem é copiada para o equipamento de destino.
Diferente de um backup, a replicação não foca na retenção histórica de arquivos.
Seu objetivo principal é a disponibilidade imediata dos dados em um hardware secundário.
Caso o servidor NAS primário fique indisponível, o sistema de destino pode ser ativado para retomar o acesso aos arquivos e serviços.
Replicação síncrona e assíncrona
Existem duas abordagens principais para replicar dados entre storages.
A replicação síncrona exige que uma escrita seja confirmada tanto no sistema de origem quanto no de destino antes de liberar a aplicação.
Esse método garante que não haja perda de dados em caso de falha.
No entanto, a replicação síncrona impõe latência à operação e depende de uma conexão de rede de altíssima velocidade e baixa latência entre os equipamentos.
Já a replicação assíncrona confirma a escrita no sistema de origem primeiro e depois a copia para o destino em intervalos programados.
Essa abordagem é mais flexível e comum em servidores NAS corporativos. Ela tolera redes com maior latência e distâncias geográficas maiores, mas aceita uma pequena janela de perda de dados entre os ciclos de sincronização.
Replicação não substitui o backup
É fundamental entender que replicação e backup são processos com finalidades distintas.
A replicação protege contra a indisponibilidade de hardware.
Se o servidor principal falha, a cópia replicada assume a operação.
Contudo, a replicação copia todas as ações, inclusive as indesejadas.
Se um arquivo for corrompido ou criptografado por ransomware no sistema de origem, essa alteração será replicada para o destino.
O backup, por outro lado, protege contra a perda de dados lógica. Ele cria cópias pontuais e históricas dos arquivos. Isso permite restaurar uma versão anterior a um incidente de segurança ou exclusão acidental.
Uma estratégia de proteção de dados completa combina replicação para disponibilidade e backup para recuperação.
Cenários de aplicação em servidores NAS
A replicação em um storage NAS melhora a continuidade em diversas frentes.
Em um ambiente de servidor de arquivos, a replicação entre dois equipamentos garante que as pastas compartilhadas permaneçam acessíveis mesmo com a falha do NAS principal.
A equipe de TI pode redirecionar os usuários para o servidor secundário e reduzir significativamente o downtime.
Para virtualização, a replicação de um datastore iSCSI ou NFS é essencial. Se o storage que armazena as máquinas virtuais falhar, o hipervisor pode ativar as VMs a partir do volume replicado em outro NAS.
Outra aplicação importante é a criação de um plano de recuperação de desastres.
A replicação para um servidor NAS em uma localidade externa protege os dados contra incidentes físicos no site principal, como incêndios ou alagamentos.
Impacto na rede e no desempenho
Implementar a replicação de dados exige planejamento da infraestrutura.
O processo consome banda de rede e recursos de processamento dos servidores NAS.
A sincronização inicial de um grande volume de dados é uma operação intensiva.
Após a primeira cópia, apenas as alterações são replicadas, mas o tráfego de rede contínuo precisa ser considerado.
Uma rede de 1GbE pode se tornar um gargalo, especialmente em ambientes com alta taxa de alteração de dados.
Infraestruturas com replicação frequente geralmente se beneficiam de conexões de 10GbE ou superiores para evitar impacto no desempenho das aplicações principais.
O próprio storage NAS de destino precisa ter capacidade e desempenho compatíveis com o de origem para suportar a carga em caso de failover.
O planejamento da estratégia de failover
Apenas ter uma cópia replicada dos dados não é suficiente.
É preciso ter um plano claro de failover. Esse plano define como a transição do sistema principal para o secundário será executada.
O failover pode ser automático ou manual.
Sistemas automáticos detectam a falha e ativam o servidor de destino sem intervenção humana, mas exigem configuração cuidadosa para evitar falsos positivos.
O processo manual dá mais controle à equipe de TI, que valida a falha antes de iniciar a transição.
O plano deve incluir o redirecionamento de serviços, como a atualização de entradas DNS, para que usuários e aplicações acessem o novo servidor ativo.
Também é crucial planejar o failback. Esse é o processo de retorno da operação para o servidor principal após sua recuperação.
A infraestrutura pede planejamento
A replicação é uma ferramenta poderosa para aumentar a disponibilidade dos dados e reduzir o tempo de inatividade.
A escolha entre replicação síncrona ou assíncrona e o dimensionamento correto da rede e dos storages são decisões técnicas que definem o sucesso da estratégia.
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